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WFP – Centro de Excelência contra a Fome

01/12/2017

Brasil e China discutem experiências de cooperação Sul-Sul

Uma delegação chinesa veio ao Brasil em 2017 para conhecer o trabalho do Centro de Excelência. Foto: WFP/Sophia Andreazza

No dia 28 de novembro, em Antalya, Turquia, o PMA realizou um evento paralelo à Expo Global de Desenvolvimento Sul-Sul para destacar sua abordagem à cooperação Sul-Sul e sua rede de centros de excelência. Brasil e China se aliaram ao PMA para criar uma rede de centros de excelência e aproveitar pontos fortes e recursos complementares para a implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2. Cada Centro oferece modalidades e princípios diferentes de cooperação Sul-Sul, a partir das demandas dos países que os procuram em busca de apoio.

A rede de Centros de Excelência se transformou no mais importante mecanismo do PMA de promoção da cooperação Sul-Sul e trilateral para facilitar os esforços dos países para melhorar a segurança alimentar e a nutrição. O evento paralelo promoveu o diálogo e o intercâmbio entre Brasil e China sobre as modalidades e soluções de cooperação Sul-Sul e ofereceu um panorama das experiências e soluções de cooperação dos dois países.

O evento paralelo foi moderado pelo coordenador global do programa P4P do PMA, dr. Bing Zhao. O diretor adjunto da Divisão de Políticas e Programas do PMA, Kenn Crossley, fez a fala de abertura. O Dr. Shengyao Tang, diretor adjunto do departamento de cooperação internacional do Ministério da Agricultura da China, e o Dr. Sixi Qu, diretor do Centro de Excelência da China, apresentaram a experiência chinesa. Miguel Griesbach de Pereira, da Embaixada brasileira na Turquia, e Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência no Brasil, apresentaram a experiência brasileira.

 

Photo: WFP/Christiani Buani

 

 

PMA

Facilitar a cooperação Sul-Sul e trilateral é uma forma de expandir o envolvimento do PMA com os países em desenvolvimento para apoiar seu progresso em direção ao ODS 2. No contexto do trabalho do PMA com os governos desses países, a cooperação Sul-Sul pode ser uma importante fonte de apoio para os esforços nacionais.

O PMA promove a cooperação Sul-Sul e trilateral por meio de uma abordagem diversificada, que inclui envio de especialistas, colaboração intra-regional, visitas de campo, diálogo em políticas públicas, transferência de tecnologias, redes de apoio e parcerias acadêmicas, além de respostas conjuntas a emergências. Atualmente, 62% dos escritórios de país do PMA estão envolvidos em iniciativas de cooperação Sul-Sul.

Brasil

O Centro de Excelência contra a Fome do Brasil foi a primeira experiência do PMA de parceria com um país em desenvolvimento para a promoção da cooperação Sul-Sul. Lançado conjuntamente pelo PMA e pelo Brasil em 2011, o Centro pretende identificar e compartilhar soluções inovadoras para eliminar a fome entre países em desenvolvimento, por meio da cooperação Sul-Sul.

O Centro aproveita a experiência brasileira de combate à fome e à pobreza para compartilhar conhecimentos e inovações em políticas públicas entre países em desenvolvimento. O foco primário do Centro é vincular sistemas de alimentação escolar à agricultura local. O Centro provê assistência técnica a governos nacionais para desenhar, aprimorar, expandir e eventualmente implementar seus próprios programas de alimentação escolar. O Centro de Excelência também provê assistência técnica mais ampla em nutrição, agricultura familiar e proteção social, de acordo com a crescente demanda de governos que estão trabalhando para alcança fome zero até 2030.

China

Estabelecido em 2016, o Centro de excelência da China parte da experiência chinesa de redução da fome e da pobreza. O Centro funciona como um mecanismo para ampliar a cooperação Sul-Sul e trilateral ao compartilhar as experiências chinesas em segurança alimentar, nutrição e diminuição da pobreza com outros países em desenvolvimento.

As quatro áreas prioritárias do PMA na China são: 1) desenvolvimento das cadeias de valor e acesso a mercados para agricultores familiares; 2) fortalecimento da cadeia de abastecimento, manejo pós-colheita e sistemas de armazenamento; 3) adaptação climática, redução de riscos de desastres e resiliência; 4) implementação de estratégias nacionais de fome zero e nutrição. O Centro facilita o diálogo de políticas públicas, treinamento técnico, envio de especialistas, pesquisa em políticas públicas e fortalecimento de capacidades.

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