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WFP – Centro de Excelência contra a Fome

01/06/2018

Quênia e Centro de Excelência discutem políticas de segurança alimentar

Delegação do Quênia no escritório do Centro de Excelência. Foto: WFP/Natan Giuliano

 

No dia 1º de junho, Tom Amolo, Secretário para Assuntos Políticos e Diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores do Quênia, visitou o Centro de Excelência contra a Fome para discutir o apoio técnico do Centro aos esforços do Quênia na área de segurança alimentar e nutricional. O foco da reunião foi a troca de informações sobre como fortalecer políticas de segurança alimentar e nutricional. O Embaixador estava acompanhado de membros da Embaixada do Quênia no Brasil e do Ministério das Relações Exteriores.

A reunião foi solicitada pelo Embaixador Amolo depois que Daniel Balaban, diretor do Centro de Excelência, esteve no Quênia no começo de maio para o lançamento da Estratégia de Alimentação Escolar e Nutrição do Quênia. O documento da estratégia foi elaborado por uma equipe multi-setorial que incluiu o Centro de excelência. O apoio técnico do Centro ao Quênia começou em 2016, quando uma delegação governamental realizou uma visita de estudos ao Brasil para trocar conhecimentos sobre abordagens de nutrição e alimentação escolar.

“Nós não precisamos importar soluções de outros países, porque elas não funcionariam; nós criamos novas soluções juntos”, disse Daniel Balaban. “Nós precisamos nos inspirar nas soluções de outros países e disseminar as novas soluções nas regiões do Quênia. Uma estratégia de comunicação é muito importante para garantir que as mães de todas as regiões estejam a par dessas soluções e possam se beneficiar delas”, destacou o Embaixador Amolo.

 

Embaixador do Quênia, Tom Amolo. Foto: WFP/Natan Giuliano

 

Experiência brasileira

No Brasil, um ponto crucial para manter os jovens interessados na agricultura são os programas de compras públicas de alimentos. Com o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, o Brasil criou um mercado estável para os produtos da agricultura familiar, o que gerou novas oportunidades de trabalho para jovens agricultores.

O programa de alimentação escolar deve investir 30% de seu orçamento na compra de alimentos produzidos por agricultores familiares. Isso representa um investimento de cerca de R$ 1,25 bilhão na agricultura familiar. Além de gerar renda e oportunidades de trabalho para os agricultores, a medida teve impactos positivos na qualidade das refeições servidas nas escolas para as crianças.

 

Foto: WFP/Natan Giuliano

 

Projeto algodão

Outro tópico discutido durante a reunião foi a nova iniciativa do algodão, que vai promover cooperação triangular entre o Brasil, o Centro de Excelência e quatro países africanos. O Quênia é um dos países participantes, junto com Benim, Moçambique e Tanzânia.

O projeto pretende criar soluções para o escoamento dos sub-produtos, como óleo e sementes de algodão, e culturas acessórias do algodão, como feijão, milho e sorgo. A meta é aproveitar programas existentes de alimentação escolar para criar oportunidades de mercado para produtores de algodão.

Ao vender seus produtos para os programas locais de alimentação escolar, produtores familiares de algodão podem contribuir para melhorar os aspectos nutricionais da alimentação escolar e aumentar sua renda familiar. Isso também tem o potencial de encorajar jovens para continuar vivendo e trabalhando em áreas rurais.

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