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WFP – Centro de Excelência contra a Fome

26/01/2018

Com transmissão ao vivo no Youtube e participação de especialistas, Seminário Fruto traz debates sobre a questão da alimentação mundial

Jerônimo Villas-Bôas, ecólogo, trabalha com o resgate da produção de mel de espécies nativas de abelhas. Foto: WFP/Isadora Ferreira

 

Para debater possíveis caminhos para alimentar bem uma população mundial que deve chegar a quase 9 bilhões até 2030, 30 especialista e 300 convidados se reuniram em seminário em São Paulo. O evento “Fruto – Diálogos do Alimento” contou com palestras sobre os aspectos culturais, biológicos e sociais da alimentação e teve como objetivo consolidar o Brasil como principal celeiro dessa discussão.

Atores de áreas como sustentabilidade, gastronomia, agricultura, ciência e política, além de representantes da indústria de alimentos, compartilharam suas visões e discutiram estratégias e alternativas para garantir acesso à alimentação de qualidade para todos e todas. O Centro de Excelência contra a Fome participou do evento com uma apresentação sobre a cooperação Sul-Sul como estratégia para que países em desenvolvimento possam criar e adotar políticas e programas sustentáveis de superação da fome e da pobreza.

Na abertura do evento, o chef brasileiro Alex Atala, responsável pela organização do seminário, afirmou que a ideia é que este evento inicie um movimento, com muitos outros eventos e debates simultâneos sobre as relações das pessoas com os alimentos.

Isadora Ferreira, oficial de comunicação do Centro de Excelência contra a Fome, destacou em sua apresentação que vencer a fome é um desafio enorme, que se for encarado estrategicamente pode ser superado. “Precisamos de uma combinação de assistência humanitária imediata com ações de desenvolvimento de longo prazo. A promoção do desenvolvimento justo, equitativo e sustentável é indispensável, e de todas as ações possíveis nesse sentido, nós do Centro de Excelência privilegiamos uma: a alimentação escolar.”

A alimentação escolar cria uma demanda estruturada por produtos da agricultura familiar, melhora e amplia a produção de alimentos, gera investimentos para melhorar o armazenamento da produção agrícola, diminui a necessidade de transportar alimentos por longas distâncias e melhora as rotas de comercialização. “As crianças ficam mais saudáveis, os indicadores educacionais melhoram, contribuímos para diminuir as lacunas de gênero e ajudamos a tornar as famílias mais resilientes a choques, sejam naturais, climáticos ou de conflitos”, destacou Isadora.

O seminário ocorreu nos dias 26 e 27 de janeiro e foi organizado pelo chef brasileiro Alex Atala e pelo produtor cultural Felipe Ribenboim. Participaram especialistas como Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food, Céline Cousteau, membro do Conselho de Oceanos do Fórum Econômico Mundial, Ernst Götsch, criador da Agricultura Sintrópica, Suzana Herculano-Houzel, neurocientista, Manuela Carneiro da Cunha, antropóloga, entre outros.

As palestras podem ser assistidas pela internet. Clique aqui.

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