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WFP – Centro de Excelência contra a Fome

06/09/2017

Alimentação escolar em países desenvolvidos

Alimentação escolar é uma rede de proteção social para crianças pobres. Foto: WFP/Vinícius Limongi

O Fórum Global de Nutrição Infantil acontece em Montreal de 17 a 21 de setembro. Todos os anos, cerca de 40 países se reúnem no Fórum para discutir abordagens inovadoras para a alimentação escolar. Como parte das atividades, os participantes fazem saídas de campo para ver de perto as iniciativas de alimentação escolar do país que está sediando o evento. Brasil, África do Sul, Cabo Verde e Armênia já tiveram a chance de compartilhar suas soluções de alimentação escolar e, este ano, os participantes terão uma experiência diferente no Canadá.

Apesar dos investimentos feitos pelo governo canadense em iniciativas de alimentação escolar do Programa Mundial de Alimentos, o Canadá é um dos poucos países desenvolvidos que não tem um programa nacional de alimentação escolar. Os participantes do Fórum conhecerão a experiência do Breakfast Club Canada, um ONG que ajuda a alimentar mais de 163 mil estudantes em todo o país. Mas por que é tão importante que países desenvolvidos invistam em alimentação escolar?

Por que alimentação escolar?

A alimentação escolar é uma estratégia reconhecida para melhorar a nutrição e a saúde, aumentar o acesso à educação e a frequência escolar, reduzir desigualdades na educação e melhorar o desempenho dos alunos. Quando está vinculada à agricultura local, a alimentação escolar também fortalece as economias locais e ajuda as famílias rurais a superar a pobreza e a fome.

De acordo com estudo do PMA (disponível aqui em inglês), a abordagem sobre a alimentação escolar adotada por países de renda alta, média e baixa varia bastante. No caso dos países de renda alta, há um interesse crescente em programas de alimentação escolar como forma de controlar o crescimento das taxas de sobrepeso e obesidade entre crianças. Esses países também enxergam o papel que alimentação escolar pode ter na saúde, na performance escolar e na redução das desigualdades em saúde.

Exemplos

O Japão e o México recentemente revisaram seus programas de alimentação escolar para responder aos níveis crescentes de sobrepeso em crianças. Ampliar a educação nutricional e fomentar hábitos alimentares saudáveis, combater a dupla carga da desnutrição e sobrepeso e integrar a alimentação escolar a hábitos alimentares locais estão entre os objetivos dos programas.

O Reino Unido também está investindo em alimentação escolar para responder à epidemia de obesidade entre crianças e para oferecer uma rede de proteção nutricional para crianças de famílias pobres. Além de garantir que as crianças recebam alimentação nas escolas, o governo está investindo em melhorar a qualidade nutricional das refeições.

Finlândia e Suécia oferecem alimentação escolar gratuita para crianças de famílias pobres, enquanto as crianças com melhores condições financeiras pagam por suas refeições. Esse tipo de modelo que beneficia crianças específicas tende a ser eficiente em garantir que os recursos sejam utilizados para melhorar a nutrição das crianças mais pobres.

Em vários países europeus, alimentação gratuita e oferecida a estudantes de famílias pobres. Os demais estudantes também recebem alimentação escolar, mas costumam pagar por ela. Muitos países têm políticas para ajudar as escolas a oferecer refeições balanceadas e nutritivas. Em países com dias letivos mais longos, como a Alemanha, a oferta de refeições quentes é ainda mais importante.

O Brasil é um dos poucos países do mundo com um programa universal de alimentação escolar. Todas as crianças matriculadas em escolas públicas recebem uma refeição nutricionalmente balanceada e participam de atividades de educação alimentar e nutricional. Todos os dias, o Programa Nacional de Alimentação Escolar alimenta 43 milhões de crianças no Brasil.

No Canadá, 1 em cada 5 crianças está em risco de começar o dia com fome. Em alguns grupos, esse risco é ainda maior: 1 em cada 2 crianças. A insegurança alimentar tem impactos consideráveis na saúde e na educação dos jovens, e no Canadá 1 milhão de crianças estão em risco de ir para a escola sem nada para comer.

O Fórum

Participantes do Fórum Global de Nutrição Infantil terão a oportunidade de ver os impactos que o café da manhã está surtindo nas vidas dessas crianças. Eles também poderão compartilhar as experiências de seus próprios países para garantir a alimentação escolar: a abordagem que cada país adotou, os arranjos institucionais que fizeram, os desafios e conquistas de cada modelo, os desafios financeiros que enfrentam.

Todos os anos, o Fórum Global de Nutrição Infantil é organizado pela Global Child Nutrition Foundation e pelo Centro de Excelência contra a Fome. Este ano, o Fórum acontece no Canadá pela primeira vez, com apoio do Breakfast Club Canada. Mais de 400 líderes de 50 países se reunião em Montreal para ajudar governos de todo o mundo a construir programas nacionais de alimentação escolar vinculados à agricultura local.

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