
A ampliação do consumo de pescado nas escolas foi um dos temas centrais do Workshop Técnico sobre Sistemas Alimentares Sustentáveis: Integrando Alimentação Escolar, Biodiversidade e Conhecimento Tradicional, realizado no Rio de Janeiro dias 23 e 24 de setembro.
Realizado pelo Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), o evento integrou a programação do III Encontro Internacional de Alimentação Escolar, Inovação e Sustentabilidade, promovido pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
O encontro reuniu representantes de governos, organismos internacionais, estudantes de nutrição e acadêmicos, e organizações da sociedade civil para debater o papel da alimentação escolar na promoção de sistemas alimentares sustentáveis, inclusivos e resilientes.
A inclusão do pescado na alimentação escolar ganhou destaque pelo seu valor nutricional e por sua capacidade de fortalecer a pesca artesanal e as economias locais. Em 2026, o FNDE instituiu o Ano do Pescado na Alimentação Escolar no Brasil, reforçando a importância da agenda.
O workshop também destacou a relevância da Cooperação Sul-Sul na troca de conhecimentos e experiências entre países. Representantes de Moçambique, Congo, Etiópia e Peru estiveram presentes e compartilharam iniciativas relacionadas à alimentação escolar, sustentabilidade e fortalecimento da produção local.
“Essa natureza transversal da alimentação escolar que fez com que ela se tornasse tema de cooperação internacional e diplomacia. Hoje, o Programa Mundial de Alimentos é um dos principais atores no que refere a alimentação escolar no mundo e possui uma longa experiência no apoio a programas de alimentação escolar”, afirmou Saulo Ceolin, chefe da Coordenação-Geral de Segurança Alimentar e Nutricional do MRE.
Para Paola Barbieri, analista de projetos da ABC, a Cooperação Sul-Sul é peça fundamental para conectar experiências bem-sucedidas, como é o caso da brasileira, e apoiar a construção de soluções adaptadas aos desafios comuns enfrentados por outros países do Sul Global.
Segundo Livia Martins, nutricionista da área de Programas do Centro de Excelência, “a alimentação escolar é uma poderosa ferramenta para conectar nutrição, educação, sustentabilidade e desenvolvimento local. O intercâmbio de experiências realizado durante o evento demonstrou o potencial dessa agenda para promover sistemas alimentares mais saudáveis e resilientes”.
O evento ainda contou com reuniões bilaterais com os países participantes e uma oficina no qual participantes receberam situações problema que tocaram nos temas de sustentabilidade, sistemas alimentares e alimentação escolar para discutir e aprofundar.




