
O diretor e representante do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil, Daniel Balaban, participa como painelista de um evento paralelo da 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), que será realizada em Yerevan, na Armênia, entre os dias 19 e 30 de outubro de 2026.
O convite foi feito pelo escritório do WFP na Armênia para que o Brasil compartilhe sua experiência na articulação entre alimentação escolar, segurança alimentar, agricultura local e conservação da biodiversidade.
A COP17 é a principal reunião dos países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), tratado internacional que orienta ações globais para a conservação da biodiversidade, o uso sustentável dos recursos naturais e a repartição justa dos benefícios derivados desses recursos. A conferência reúne governos, organismos internacionais, academia, sociedade civil e setor privado para discutir estratégias e compromissos voltados à proteção da biodiversidade mundial.
Durante a conferência, o WFP promoverá o evento paralelo intitulado “O Papel dos Sistemas Nacionais de Educação no Avanço da Segurança Alimentar e na Implementação do Marco Global da Biodiversidade”, com sessões nos dias 19 e 20 de outubro. O encontro discute como programas de alimentação escolar podem contribuir para melhorar a nutrição, fortalecer sistemas alimentares locais e apoiar a implementação do Marco Global da Biodiversidade.
No painel, Daniel Balaban apresentará a experiência brasileira no uso da alimentação escolar como instrumento de desenvolvimento sustentável. Entre os temas em debate estarão a contribuição das refeições escolares para a segurança alimentar e nutricional, as compras públicas da agricultura familiar, a promoção da diversidade alimentar e agrícola e a construção de sistemas alimentares mais resilientes e inclusivos. O objetivo é demonstrar como políticas públicas integradas podem conectar educação, produção local de alimentos e conservação da biodiversidade.
“O Brasil tem demonstrado que a alimentação escolar pode gerar impactos que vão muito além da nutrição. Quando conectamos escolas, agricultores familiares e políticas públicas, promovemos segurança alimentar, fortalecemos economias locais e incentivamos práticas produtivas mais sustentáveis, contribuindo também para a preservação da biodiversidade”, afirmou Daniel Balaban.
Segundo o diretor do Centro de Excelência, a experiência brasileira oferece lições valiosas para os países que buscam integrar agendas de desenvolvimento humano e sustentabilidade ambiental.
A alimentação escolar é uma plataforma concreta para transformar sistemas alimentares. Ao criar mercados estáveis para produtores locais e ampliar o acesso das crianças a alimentos diversificados e saudáveis, os governos podem avançar simultaneamente nos objetivos de educação, inclusão social, segurança alimentar e biodiversidade”, destacou Balaban.
O evento reunirá representantes de governos, agências das Nações Unidas, parceiros de desenvolvimento, pesquisadores e organizações da sociedade civil para compartilhar experiências nacionais e identificar oportunidades de cooperação, investimentos e maior coerência entre políticas públicas voltadas para alimentação, educação e meio ambiente.




