
O reality show Escola de Sabores teve seu momento de premiação na cerimônia do Prêmio PNAE 2026, que ocorreu no dia 23 de junho, em Brasília. O evento foi promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e reuniu nutricionistas, merendeiras, estudantes, gestores e pesquisadores de todas as regiões do Brasil.
Na ocasião, foram entregues também o Prêmio CAE (Conselho de Alimentação Escolar), e os prêmios da 7ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional e da 3ª Edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, além de homenagem aos Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição do Escolar (Cecanes).
Escola de Sabores
A grande inovação do reality show Escola de Sabores foi mostrar as culturas indígenas, quilombolas e ribeirinhas e fortalecer o trabalho de merendeiros e nutricionistas dessas comunidades tradicionais. Ao longo dos seus episódios, o programa destacou receitas que revelaram ao público a diversidade cultural que compõe a alimentação escolar brasileira.
O grande vencedor do reality foi o merendeiro indígena Alison da Silva, de São Gabriel da Cachoeira (AM), que conquistou os jurados com pratos inspirados em sua ancestralidade. O segundo lugar ficou com Antônia de Souza, da comunidade ribeirinha do Jordão (AC), e a terceira colocada foi Ana Paula Gonçalves, merendeira de uma comunidade quilombola de Minaçu (GO).
Outras três finalistas que também receberam prêmios foram: Francieli Vitoriano da Silva, merendeira indígena de Aracruz (ES); Tamires Mendes, merendeira quilombola de São Lourenço do Sul; e Genilma Silva, merendeira ribeirinha de Soure (PA), localizado na Ilha do Marajó.
O Escola de Sabores é uma iniciativa conjunta do FNDE, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e do Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (WFP) no Brasil, em parceria com a Band TV.
O diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, entregou o prêmio ao vencedor e ressaltou o impacto do reality para ampliar o conhecimento sobre o país. “O Escola de Sabores permitiu que o Brasil conhecesse melhor a si mesmo, por meio da alimentação escolar indígena, ribeirinha e quilombola. São histórias, saberes e tradições que mostram a riqueza e a diversidade do nosso povo”, afirmou.
Em seu discurso, a presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, destacou a importância das parcerias institucionais para o fortalecimento do PNAE. Ela relembrou a articulação com universidades públicas para a criação e consolidação dos Cecanes e também destacou as renovações dos acordos internacionais, citando o Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil como parceiro estratégico.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar, executado pelo FNDE e alimenta diariamente quase 40 milhões de estudantes da rede pública em todo o Brasil.




