
A Armênia sediou, entre 18 e 22 de maio, uma missão internacional voltada ao fortalecimento de programas de alimentação escolar, com a participação do diretor do Centro de Excelência contra a Fome do WFP no Brasil, Daniel Balaban, e da oficial de programas Maria Giulia Senesi. A iniciativa reuniu também autoridades governamentais de outros três países, Quirguistão, Tadjiquistão e Síria, com o objetivo de promover a troca de experiências e ampliar a cooperação internacional na área.
Organizada em parceria com o governo armênio e o Programa Mundial de Alimentos (WFP), a visita destacou o papel estratégico do Centro de Excelência no apoio a países que buscam transformar seus programas de alimentação escolar em políticas públicas sustentáveis e lideradas nacionalmente.
Ao longo da missão, as delegações participaram de visitas de campo para conhecer iniciativas concretas que integram alimentação escolar, produção local e desenvolvimento comunitário. Um dos destaques foi a visita a uma fábrica de farinha integral, parte da cadeia de valor apoiada pelo WFP, responsável por fornecer o ingrediente para a alimentação de mais de 36 mil crianças em idade escolar no país.
Outro ponto alto da programação foi a visita a três escolas, onde as crianças recebem alimentação escolar com produtos locais, e a ida ao Centro de Treinamento para produção de alimentícios integrais. O espaço atua como um polo de capacitação para padarias, escolas e produtores, promovendo dietas mais saudáveis e incentivando a integração entre agricultura local e alimentação escolar.
Para Daniel Balaban, a experiência armênia demonstra o impacto concreto das parcerias internacionais. “A cooperação entre países é essencial para transformar programas de alimentação escolar em políticas públicas sustentáveis. Quando compartilhamos conhecimento e soluções, aceleramos o caminho para garantir alimentação adequada, educação de qualidade e desenvolvimento local”, afirmou.
A diretora do WFP na Armênia, Leila Meliouh, lembrou que a alimentação escolar com produtos locais constitui uma rede de proteção social vital. “Os programas de alimentação escolar oferecem uma base confiável de alívio econômico, garantindo que a insegurança alimentar nunca se torne um obstáculo ao potencial das pessoas. Quando uma criança é alimentada, uma família é apoiada e as comunidades se fortalecem”, disse.
Maria Giulia Senesi destacou que, durante a missão, diferentes inovações e modos de implementação da alimentação escolar foram debatidos, mostrando uma variedade de possibilidades para os diversos países. “ A troca de experiências mostra que é possível adaptar boas práticas a diferentes contextos, sempre respeitando as realidades nacionais”, disse.




